quarta-feira, 27 de agosto de 2008

julliana e o cirurgião

Não se abstendo aos perigos morais que corria e aos danos sentimentais que poderia causar à um coração tão puro quanto o sorriso, resolveu por em prática seus dotes cirurgicos. Já se aproximava o angelus quando sacou do armário rosa chá, a julliana, uma porquinha feita de barro com um orifício estreito e ovalado no dorço e a barriga repleta de circunferencias dourada na periferia e prateada no centro, trazendo consigo os deizeres: Ordem e Progresso.
Quando enfim chagava a hora do parto escutou leves passos a subir a escada, não dera muita importancia e começara a sacudir julliana como sacudia as maracas em dia de confraternização. No momento do samba, avistou 1/3 de cabeça, a qual avistava-se apenas fios claros, testa e um par de olhos estarrecidos diante da situação, sem ao menos saber a denotativa da palavra...olhos o condenavam sem piscar, sem tremer, sem rir o sorriso dos olhos como era de costume fazer. O cirurgião então nada falou, apenas gesticulou, instigando uma bronca em julliana : " julliana ja lhe disse que não saia do armario e venha para essa parte da casa, é muito perigoso alem de ser meu local de trabalho."o mesmo cirurgião que por outrora operava, então pensou: -de hoje em diante jamais comprarei outro porquinho desses para meu rebento, de hoje em diante apenas os cofrinhos de lata, aqueles que assemelhan-se a pequeninos baus, os que vem acompanhados por duas chaves, pois lata é menos vulneravél que o barro.

à vida

É bom chegar em casa e ver que estou vivo, muito embora tenha morrido na ultima madrugada de quarta pra...ver o galinheiro pronto, os galinaceos se revensando em cantar e chocar...quinta.

"28 anos para roubar um livro dum turco"

Quem eu sou não importa. Quem fui, menos ainda.